Sarandi precisa, para ontem, lançar mão e ações em planejamento estratégico através de “mega projetos”que contemplem a superação da sua estigmatizada “imagem” de cidade dormitório e outras demais variantes populares degradátórias da sua real pujança econômica dentro do conceito de integração da região metropolitana de Maringá.

Será imprescindível debater e discutir “novas estratégias” veiculados mega projetos alavancadores da reestruturação dos potenciais internos urbanísticos, sociais e econômicos que contemplará a sócio-urbanização com inclusão produtiva de áreas de altíssima vulnerabilidade social[1], tais como os bairros citados abaixo:

1. Bela Vista 1 ; 2. Bela Vista 2 ; 3. Jardim Esperança;  4. Sarandi 1; 5. Sarandi 2; 6. Jardim Esplanada; 7. Jardim Gralha Azul; 8. Jardim Floresta; 9. Jardim Triângulo; 10. Jardim Monte Rey; 11. Jardim Cruzeiro; 12. Jardim Ana Elize; 13. Jardim Santa Tereza; 14. Jardim Mercúrio; 15. Jardim Itamaraty; 16. Jardim das Torres

Neste contexto, surge uma “esperança” prosseguida pelas viabilizações promovidas por consórcios intermunicipais (Maringá, Sarandi e Marialva) e dotações nas Execuções Orçamentárias Federais que “materialize” o mega Projeto de Construção da via de escoamento do tráfego Rodoviário do Contorno Sul, intitulado de Contorno Sul II ou Arco Sul, unindo a cidade de Maringá, apartir do bairro “cidade alta” com Sarandi, na altura dos bairros supracitados, em sua parte Sul, e atingindo a cidade de Marialva, perfazendo uma distância aproximada de 17 km asfáltico contornando as Destilarias de Biodiesel e Álcool, ambas situadas neste traçado do Contorno Sul II (Mapa Abaixo).

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Fonte: Googlemaps de Sarandi/Pr.

Assim, nestas imediações e na cidade como um todo, além da reconfiguração da composição sócio-espacial da cidade, possibilitará reinvestir a perdida “justiça social” devida à sociedade sarandiense através da edificação de um melhor e mais estruturado “Parque Industrial” nestas áreas de carência histórica através de ações estratégicas na redistribuição empreendedora da cidade por parte das empresas instaladas ou a se instalarem viabilizando, assim, a exploração de novos nichos econômicos locais melhorando, finalmente, a redistribuição de riquezas internas e ampliando captação tributária por parte do poder público pela elevação no número de empresas instaladas, funcionando e gerando divisas ao município.

Esta analise macro desenvolvimentista é corroborada e complementada pelo estudo de Dorotéia Fátima Pelissari de Paula Soares e Marilisa Berti de Azevedo Barros sobre os “Fatores associados ao risco de internação por acidentes de trânsito no Município de Maringá-PR” cita que a região Noroeste da cidade de Maringá teve semelhante ocupação a que se deu nosso município de Sarandi, pois grande parte teve um processo de ocupação mais recente e não planejado, tornando-se uma área carente de infra-estrutura urbana e conseqüentemente ocupada por uma população de menor poder aquisitivo.

As regiões Sudoeste e Noroeste de Maringá são separados por uma rodovia estadual (PR 376), importante no sistema viário regional e estadual, e que apresenta grande fluxo de veículos de transporte pesado. Pela região Sudoeste passam ainda duas rodovias estaduais (PR 317 - Foz do Iguaçu e PR 323 - Mato Grosso de Sul) e o Contorno Sul, via rápida que desvia da região do Centro, o tráfego pesado vindo de Londrina, Curitiba e São Paulo[2]

No município de Maringá, bem como aqui em Sarandi, ainda conforme o estudo citado, assemelha-se ao que ocorre em outros centros urbanos do país, onde as mortes violentas ocupam lugar de proeminência entre as causas de óbito.

Em 2000, as causas externas ocuparam o 3º lugar entre os principais grupos de causas de mortalidade, com 9,7% dos óbitos; entre as causas externas destacaram-se os acidentes de trânsito (45,6%), seguidos em freqüência por homicídios (16,8%), quedas acidentais (12,8%), suicídios (7,2%) e afogamentos (4,0%). Já os dados de 2007 são citados na Tabela abaixo.

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Fonte: SETRAN/PR – Maringá/2008

Têm sido apontados no Brasil contextos que contribuem para as elevadas taxas de acidentes de trânsito como a falta de planejamento urbano, o desenho inapropriado das vias de tráfego, o comportamento imprudente dos motoristas, o grande movimento de pedestres sob condições inseguras e a precariedade da educação e da fiscalização do trânsito.

Este clamor já é uma meta antiga da população destes municípios da região metropolitana de Maringá para, enfim, desafogar o trânsito na “Av. Cristovão Colombo” em virtude do amplo crescimento demográfico nestas áreas, cuja realidade só se agrava diante das estatísticas sobre acidentes automobilísticos ceifando inocentes vidas.

Celebrado e executado este Projeto o ganho social na parte Sul de Sarandi, Noroeste de Maringá e Oeste de Marialva seria inominável. Pois, como residentes e domiciliados sabemos do grande abandono a que somos vítimas em virtude da precariedade de infra-estrutura nesta área da cidade que mediante a operacionalização deste Projeto virá a suprir uma mudança de foco pelos nossos gestores municipais no sentido de potencializar o desenvolvimento social e econômico deste entorno metropolitano.

Portanto, este breve retrato geoeconômico da realidade sarandiense nos nutre com as informações estratégicas suficientes para lançarmos novas perspectivas inclusivas sobre o impacto sócio econômico positivo para a região justificando, assim, a sua real necessidade e viabilidade deste “Projeto de Implementação do Contorno Sul II”, nos moldes do Contorno Norte (Projeto em construção Maringá – R$ 140 Milhões), porém não “berlinista” e segregacionista quanto ao mesmo, proporcionando, sem dúvidas, melhorias nos meios de integração e potencialização do desenvolvimento sócio-econômico agregador local com as demais cidades do entorno no contexto da Região Metropolitana de Maringá.

Por

Dr. Allan Marcio

Conselheiro da Cidade - Concidade


[1] Secretaria de Estado da Criança e da Juventude Governo do Paraná Programa Atitude. Diagnóstico Social Programa Atitude Sarandi-Pr. Núcleo Independência e Núcleo Esperança. Sarandi. 2009

[2] Soares Dorotéia Fátima Pelissari de Paula, Barros Marilisa Berti de Azevedo. Factors associated to risks of hospital admissions due to traffic accidents in the city of Maringa, PR. Rev. bras. epidemiol. [periódico en la Internet]. 2006 Jun [citado 2007 Feb 27] ; 9(2): 193-205. Disponible en: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2006000200006&lng=es&nrm=iso. doi: 10.1590/S1415-790X2006000200006


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