Novas Eleições... Velhos Vícios...

Postado por Unisam quarta-feira, 7 de abril de 2010

Hoje, assistimos a posição e composição das multilideranças partidárias a estarem em amplo processo de ajustamentos de interesses de campanha política que culminarão em suas possíveis candidaturas através das mais distintas e temerosas “alianças”.

Na última eleição tivemos no Estado do Paraná cerca de 576 candidatos[1] a Deputado Estadual, ou seja, uma média de 1,44 candidatos por município. Este ano, segundo analistas, chegaremos algo em torno de 700 candidatos, 1,75 candidatos por município, uma elevação na ordem de 18,02%.

Entretanto, a que passos andam a integridade e idoneidade destes nossos futuros candidatos em relação ao propalado escândalo do “assembleiogate” sob a ótica da opinião pública? Como será que suas relações políticas absorverão este “banho de água fria” e suas pretensas carreiras politiqueiras, se é que haverá punições?

Para nós, simples eleitores, estamos ainda no início da “campanha” para um novo pleito eletivo[2] e um estudo de consciência eleitoral faz falta. Basta ver que o distanciamento e omissão dos eleitores representam um desleixo quase comparável às promessas vãs dos candidatos.

É claro que enquanto os eleitores se mantiverem alijados e indiferentes ao processo eleitoral, a qualidade dos políticos - salvo honrosas exceções - estará cada vez mais deteriorada. É preciso quebrar esse círculo vicioso que tantos prejuízos trouxeram à sociedade brasileira nas últimas décadas.

Neste contexto, traz a tona um antigo e atual questionamento eleitoral, afinal o Voto é uma obrigação ou um direito? Uma parte significativa do eleitorado brasileiro costuma questionar a característica compulsória do voto. Muitos afirmam que se não fôssemos obrigados a comparecer às urnas uma parcela imensa do eleitorado se absteria.

Devemos lembrar que no Brasil, mesmo com a obrigatoriedade do voto, cerca de 20% dos eleitores se abstêm. Isso representa um contingente de aproximadamente 25 milhões de pessoas. Sendo assim, poderíamos supor a existência de uma relação entre obrigação e comparecimento?

Independente do como se aplica a “vontade popular” através do direito pétreo de votar o que necessitamos, para ontem, são de instâncias sérias promotoras de uma capacitação continuada no processo de “conscientização do eleitorado” e tenhamos, num futuro próximo, candidatos a altura dos preceitos constitucionais e que façam exemplarmente suas determinações legais.

Afinal, sem está ação prática, eternizaremos os círculos viciosos e nefastos das ações políticas excludentes expedidos por candidatos eleitos, dos quais em sua maioria não estão nem um pouco preocupado com o “pacto social”, mas sim guiados pelo “pacto pessoal/grupal” que encabulosamente suas bases partidárias articulam e, infelizmente, prosperam.

Por

Dr. Allan Marcio 



[1] Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná

[2] VOTO ESTUDADO. Folha do Norte.

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